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sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Que maravilha de ensinamento, e assim deve ser, pois com a nossa vida sim, essa temos que nos preocupar, mas a vida alheia não nos pertence







  Existem pais que se esmeram na educação dos seus filhos. Não perdem nenhuma chance. As mínimas coisas, os menores acontecimentos são motivo de ensinamento.

    Lemos recentemente o depoimento de um executivo muito bem sucedido.

  Ele teve o prazer de ouvir da boca de um amigo: "gosto muito de vir à sua casa. É um lugar onde posso dizer tudo o que quero, com a certeza de que você não passará
  adiante."

  Confessava o executivo que o elogio cabia muito mais à sua mãe do que a ele próprio.

  Recordava-se de que, quando tinha mais ou menos oito anos de idade surpreendeu uma amiga de sua mãe em confidências com ela.

 Tudo se deu mais ou menos assim:

  Ele brincava do lado de fora da janela aberta da sala, enquanto ambas conversavam. A senhora em questão, pesarosa, revelava à sua mãe coisas muito íntimas e sérias
  a respeito de seu filho.

  Como toda criança, ele aguçou os ouvidos o quanto pôde para não perder nenhuma vírgula do relato. E quanto mais baixava a voz a confidente, mais ele estendia as
  antenas da audição.

  Quando a visitante saiu, sua mãe que percebera que ele tudo ouvira o chamou e lhe disse:

  - Meu filho, se a Sra. Silva tivesse deixado a sua bolsa aqui, hoje, nós a daríamos a outra pessoa?

  Prontamente, ele respondeu: Claro que não!

  A mãe prosseguiu:

  - Pois o que a Sra. Silva deixou hoje aqui é uma coisa muito mais preciosa do que a sua bolsa. Ela nos contou uma história cuja divulgação poderá prejudicar muita
  gente.

  - Da mesma forma que a bolsa, ela não nos pertence. Por isso, não a podemos transmitir a ninguém. Não a daremos a quem quer que seja. Você compreendeu?
 
  O garoto assentiu com a cabeça. E a lição lhe serviu para a vida. Ele cresceu, cultivando o respeito a confidências de que fosse, eventualmente, o ouvinte. E até
  mesmo a bisbilhotices, fofocas que um amigo, cliente ou conhecido lhe trouxesse e deixasse em sua sala. Ali mesmo elas morriam. O que lhe valeu o respeito e a confiança
  de muitos.

  Concluía o executivo dizendo que por vezes, ao se surpreender prestes a passar adiante alguma coisa alhures ouvida, imediatamente lembrava-se da bolsa da sra. Silva
  e fechava a boca.

  A vida é feita de oportunidades. A educação no lar é de precioso quilate por ser informal, isto é, não obedecer a rígido currículo, mas se valer das chances que
  surjam no dia a dia. Por essa razão devem os pais se mostrar sempre atentos, não deixando escapar momento algum propício à edificação.

  Quem investe hoje na educação do filho, pode guardar a certeza de que ele poderá partir para longe, singrar os mares, voar pelo mundo, alçar o vôo da notoriedade,
  mas as lições profundas recebidas no lar permanecerão como roteiro de vida.

  Não há quem não recorde, em momento especial de sua vida, as lições que recebeu no berço. Os gestos, as atitudes, as palavras dos pais permanecem vivas, apesar e
  além do tempo.

  Basta que nos demos conta do que se passa conosco mesmos, que já abandonamos o colo dos pais há alguns anos.

  Não são os seus exemplos e suas orientações que nos norteiam em muitas decisões? E quantas vezes nos surpreendemos a dizer: "mamãe tinha razão. Bem dizia meu pai."

 Você sabia?
 
 Que pessoas célebres lembram com ternura do carinho e das orientações recebidas no lar?


 Charles Edison, filho de Tomas Edison, por exemplo, ao escrever a biografia de seu pai falou com ternura das horas em que o gênio brincava com os filhos.


 As lições do lar são imorredouras. Gravam-se na mente e no coração dos pequenos e os seguem vida a fora.


 (Do livro: E, para o resto da vida, cap. A bolsa)