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sábado, 25 de maio de 2013

Depois de Nietzsche, Bruce Lee inspira livro de autoajuda

Livro reúne exemplos de superação de personalidades como Bruce Lee
Depois de usar o pensamento de Nietzsche, Kafka e Oscar Wilde para combater problemas diários, Allan Percy reúne ensinamentos de diversas personalidades como Bruce Lee em "Tudo é Possível" .

Com o subtítulo "75 Caminhos para Sair da Mesmice e Mudar sua Vida", o autor também apresenta exemplos de superação de Walt Disney, Bill Gates, Dan Brown e Steve Jobs, além de lições de Buda e Confúcio.

"A história da humanidade está repleta de exemplos de pessoas que emergiram das profundezas do desespero ou que conseguiram realizar façanhas além do imaginável", conta o autor no prólogo da edição.

Filho de artistas da ópera chinesa, Bruce Lee nasceu na Califórnia, em 1940, mas cresceu em Hong Kong. Na China, treinou com o mestre Yip Man, outro nome lendário do kung fu. Ator, diretor e roteirista, formou-se em filosofia pela Universidade de Washington, criou seu próprio estilo de luta, o jeet kune do, e foi amigo de Chuck Norris.

"Tudo é Possível" tem lançamento previsto para o dia 3 junho e está em pré-venda na Livraria da Folha. Abaixo, leia um trecho sobre Bruce Lee.


Cena de "Operação Dragão", de 1973, filme que originou diversos enredos de videogame
NINGUÉM PREVIA UM futuro estelar para Bruce Lee quando ele nasceu, nos Estados Unidos. Sua família se mudou para Hong Kong quando ele ainda era um bebê. Na adolescência, acostumado a se envolver em brigas, começou a estudar kung fu com o mestre Yip Man.

Quando tinha 18 anos, os pais o mandaram de volta para os Estados Unidos, e ele estudou filosofia na Universidade de Washington enquanto trabalhava em um restaurante chinês. Bruce quis criar uma série de TV, mas uma produtora roubou sua ideia e escalou outro ator para o papel que ele queria fazer.

Ele ficou decepcionado, mas, ao voltar a Hong Kong para visitar a família, uma oportunidade no mundo do cinema caiu em suas mãos. O produtor Raymond Chow ofereceu a Bruce a possibilidade de participar de um projeto chamado O dragão chinês, que foi um grande sucesso e o lançou para a fama.

Fora do âmbito cinematográfico, Bruce era um filósofo do corpo e da mente que anotava seus treinos diariamente na agenda e os comparava, com a intenção de melhorar todos os dias. Ele achava que o kung fu tradicional era limitado porque impunha posições fixas que restringiam a espontaneidade.

Quando estava chegando ao fim da vida, o que, aliás, aconteceu quando ainda era jovem, Bruce Lee transferiu esse mesmo espírito para seu pensamento filosófico. Acreditava que, do mesmo jeito que acontecia com a arte marcial tradicional, cada pessoa está limitada por seus preconceitos, e é isso que fecha portas.

Para aumentar nosso campo de possibilidades, devemos esquecer as formas e buscar a flexibilidade física e mental, adaptando-nos às mudanças. Os verdadeiros obstáculos estão dentro de nós.

Em um de seus discursos mais célebres, Bruce declarou:

Eu não represento um estilo, mas sim todos os estilos. Vocês não sabem o que estou prestes a fazer, mas eu também não sei. Meu movimento é resultado do seu movimento e minha técnica é resultado da sua técnica.

Durante um treino, Bruce machucou gravemente as costas e teve que ficar imobilizado por seis meses. Foi nessa época que ele escreveu as notas que depois se transformariam no livro O tao do Jeet Kune Do, influenciado pelo taoísmo e pelas ideias do pensador
indiano Jiddu Krishnamurti.
Folha de SP