Clube de história -
No dia 14 de Junho de 1928 nascia em Rosário, Argentina, aquele que foi
considerado pela revista norte-americanaTime Magazine como uma das cem
personalidades mais importantes do século XX – Ernesto Guevara de la
Cerna, mais conhecido por Che Guevara ou El Che, devido ao seu constante
uso do vocativo gaúcho “che”. Oriundo de uma família da classe
média-alta “anti-peronista”, detentora de uma biblioteca com cerca de
três mil volumes, começou desde cedo a desenvolver, em casa, o gosto
pela leitura, incluindo obras de Julio Verne, Alexandre Dumas,
Baudelaire, Neruda e Freud, mas também de Marx, Engels e Lenine que
iriam moldar a sua personalidade e as suas convicções
político-ideológicas.
De saúde débil, propenso a ataques de asma que o atormentariam
durante o resto da sua vida, em 1932, com apenas 4 anos, Che Guevara
mudou-se com a família, a conselho dos médicos, para Altagracía, uma
localidade da região de Córdoba, onde iniciou e terminou os estudos
liceais, e mais tarde para Buenos Aires, ingressando em 1946 na
Universidade, no curso de Medicina que viria a terminar no ano de 1951.
Entretanto, através de viagens empreendidas a outros países da América
latina no exercício de uma das suas profissões temporárias de repórter
fotográfico ou por iniciativa própria, o jovem médico foi reforçando as
suas convicções ideológicas revolucionárias à medida que se ia
inteirando das situações de miséria e sofrimento em que o continente se
via mergulhado, sobretudo a Guatemala, onde em 1954, Guevara assistiu à
luta e ao triunfo de Guzmán, eleito presidente desse Estado à frente de
um partido de cariz popular. Definindo-se, a partir daí, como um sério
opositor ao imperialismo norte-americano, no ano seguinte estava no
México, onde conheceu os irmãos Castro, Raúl e Fidel, e veio a
participar em todo o processo revolucionário cubano durante o qual
logrou granjear a maior quota-parte da fama que o imortalizou em toda a
sua épica Cruzada contra a opressão e a favor da liberdade dos povos.
Após o triunfo da revolução cubana, e garantida a sua estabilidade após
novo triunfo contra o imperialismo dos EUA e os anti-castristas na Baía
dos Porcos, sentiu o revolucionário errante o chamamento de novas
missões pelo que, em 1965, com a anuência de Fidel, partiu para o Congo
com um destacamento de cem”internacionalistas” cubanos, onde, por razões
que são imputadas à sua própria imprudência pela falta do necessário
reconhecimento prévio da realidade cultural e sociológica africana,
conheceu a sua primeira grande decepção.
Em seguida parte para as montanhas da Bolívia, onde julga, a partir daí, poder estabelecer uma base de guerrilha unificada dos países da América Latina com vista à invasão da Argentina. Aí conhece nova desilusão, não consegue o esperado apoio do Partido Comunista boliviano nem a simpatia da escassa população rural e, em estado de extremo desgaste físico e moral, é capturado no dia 8 de Outubro de 1967, conduzido à aldeia de La Higuera e, aí, ingloriamente abatido, no dia seguinte, por um simples soldado boliviano.
Os seus restos mortais, descobertos, em 1997, numa vala comum na cidade de Vallegrande, que fica a cerca de 50 Km de La Higuera, foram trasladados para Cuba e enterrados com honras de chefe de Estado, na presença de membros da família e de Fidel Castro. Também em Cuba foi erigido um monumento em sua homenagem, com base na célebre foto de Alberto Korda, d’o Gerillero Heroico.
Fonte: http://diarioliberdade
Em seguida parte para as montanhas da Bolívia, onde julga, a partir daí, poder estabelecer uma base de guerrilha unificada dos países da América Latina com vista à invasão da Argentina. Aí conhece nova desilusão, não consegue o esperado apoio do Partido Comunista boliviano nem a simpatia da escassa população rural e, em estado de extremo desgaste físico e moral, é capturado no dia 8 de Outubro de 1967, conduzido à aldeia de La Higuera e, aí, ingloriamente abatido, no dia seguinte, por um simples soldado boliviano.
Os seus restos mortais, descobertos, em 1997, numa vala comum na cidade de Vallegrande, que fica a cerca de 50 Km de La Higuera, foram trasladados para Cuba e enterrados com honras de chefe de Estado, na presença de membros da família e de Fidel Castro. Também em Cuba foi erigido um monumento em sua homenagem, com base na célebre foto de Alberto Korda, d’o Gerillero Heroico.
Fonte: http://diarioliberdade
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